Apocalipse Siberiano
Tunguska
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Impacto de Tunguska ainda gera controvérsia entre cientistas
Na manhã de 30 de junho de 1908, uma gigantesca bola de fogo penetrou na alta atmosfera na região centro-norte da Sibéria. Na ocasião, mais de 2 mil quilómetros de florestas foram completamente devastados (ao que se julga) por um meteoro de 110 toneladas, que criou uma bola de fogo com energia similar à explosão de 185 bombas atómicas similares à de Hiroshima.
Batizado como Evento de Tunguska, o impacto na atmosfera ocorreu às 07h17 da manhã. Devido à rotação da Terra, se o meteoro tivesse atingindo a atmosfera cinco horas mais tarde destruiria por completo a cidade de São Petersburgo, na época capital do Império Russo.
De acordo com Don Yeomans, cientista-chefe do NEO, Laboratório de observação de objetos próximos à Terra, da Nasa, a bola de fogo foi provocada por um objecto de cerca de 110 toneladas, que entrou na atmosfera a 54 mil km/h. Durante a rápida imersão o meteoro aqueceu o ar ao seu redor a uma temperatura de 24 mil graus Celsius.
Mais de cem anos depois, a vegetação continua a mesma...
Por ser uma região totalmente inóspita, a explosão foi ouvida por poucos moradores locais, mas de acordo com relatos da época a luminosidade foi tão intensa que durante os dois dias seguintes era possível ler livros na cidade de Londres, a mais de 10 mil quilómetros de distância. Modelos matemáticos recentes mostram que a onda de choque gerada pelo impacto circundou a Terra por duas vezes através da atmosfera.
Apesar da explosão ter ocorrido em 1908, os primeiros estudiosos chegaram ao local somente 19 anos depois, após uma série de tentativas frustradas de se atingir a região, dificultadas pelas severas condições siberianas e pala falta de interesse do regime czarista.
Devido o impacto ter ocorrido a aproximadamente 9 mil metros de altitude, não houve marcas ou crateras deixadas na superfície, mas pelo menos 2 mil quilómetros de florestas foram completamente devastadas abaixo do local do ponto de entrada. O facto gerou uma grande diversidade de opiniões divergentes entre si e conspiratórias, entre elas a possibilidade da queda de uma nave espacial alienigena.
Estudos
Em julho de 2008, um grupo de cientistas europeus confirmou terem encontrado evidências de alta concentração de chuva ácida na região do desastre siberiano, o que fortaleceu a teoria do impacto espacial.
A conclusão estava baseada no estudo do perfil de amostras de turfas retirados da região do desastre, que foram mantidas intactas pelo gelo permanente da região. Nas amostras foram encontrados elevados níveis de nitrogênio pesado e isótopos de carbono 15N e 13C, sendo que as maiores concentrações foram medidas nas áreas do epicentro da explosão e ao longo da suposta linha de entrada do objecto cósmico.
Chuva Ácida
O estudo mostrou que pelo menos 200 mil toneladas de nitrogênio foram precipitadas sobre a região de Tunguska no momento do impacto. "A fulgurante entrada espacial produziu temperaturas extremamente altas. O oxigénio na atmosfera reagiu com o nitrogênio produzindo uma grande quantidade de óxidos de nitrogénio", disse a pesquisadora Natalia Kolesnikova, autora do estudo e ligada à Universidade de Moscovo.
Processos Extraterrestres
De acordo com Evgeniy Kolesnikov, especialista em isótopos e estudioso do Evento Tunguska há mais de 20 anos, o nível de acumulo de carbono 13C registado nas amostras de trufas de 1908 não pode ser explicado por processos terrestres naturais e sugere que a catástrofe de Tunguska tenha realmente origem cósmica.
Tatjana Böttger, ligada ao centro Helmholtz, concorda Kolesnikov. Segundo ela, a causa mais provável seria o impacto de um asteroide do tipo-C ou até mesmo um cometa, como o Borelly.
Até hoje, não existe um consenso entre os cientistas sobre o que teria provocado o evento de Tunguska, com as teorias divididas entre a colisão de um meteoro ou choque de um cometa contra a alta atmosfera, mas os estudos mais recentes do episódio fortalecem a hipótese de que o agente causador do impacto tenha sido de fato um pequeno cometa.
Imagens registadas em 1927 do acontecimento acontecido em 1908, pelo mineralogista soviético Leonid Kulik, especialista em meteoritos e líder das primeiras expedições à região de Tunguska. As cenas mostram a localidade siberiana abaixo do impacto do objecto, caracterizada pelo efeito de "entortamento" das árvores. Efeito semelhante só seria visto novamente em 1945 na cidade japonesa de Hiroshima.
Actualmente há quem acredite que o que aconteceu em Tunguska foi uma experiência com armas HAARP pois coincide com o início das experiências de Tesla na Rússia e não foi encontrado nenhum sinal de meteorito no local.
Sobre o Projeto H.A.A.R.P.
(High Frequency Active Auroral Research Program)
É uma investigação financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, Marinha e Universidade do Alasca com o propósito oficial de "entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância".
Iniciou-se em1993 para uma série de experiências durante vinte anos. É similar a numerosos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, e tem um grande número de instrumentos de diagnóstico com o objectivo de aperfeiçoar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica.
Existem especulações de que o projeto HAARP seria uma arma dos Estados Unidos, capaz de controlar o clima provocando inundações e outras catástrofes. Em 1999, o Parlamento Europeu emitiu uma resolução onde afirmava que o Projeto HAARP manipulava o meio ambiente com fins militares. A avaliação foi feita por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA), o órgão da União Europeia responsável por estudo e avaliação de novas tecnologias.
Em 2002, o Parlamento Russo apresentou ao presidente Vladimir Putin um relatório assinado por 90 deputados dos comitês de Relações Internacionais e de Defesa, onde alega que o Projeto HAARP é uma nova "arma geofísica", capaz de manipular a baixa atmosfera terrestre
Mais informação sobre HAARP - Link
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